Balneário Camboriú
Clínica San Carlo
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Avaliação e tratamento de lesões do ligamento cruzado anterior, posterior, colaterais e lesões multiligamentares, comuns em atletas amadores. O tratamento depende do ligamento lesado, do grau de instabilidade e dos seus objetivos: nem toda lesão ligamentar precisa de cirurgia.
Os ligamentos são faixas de tecido resistente que ligam o fêmur à tíbia e mantêm o joelho estável.
São quatro principais:
A lesão pode ser parcial ou completa. A do LCA é típica de esportes com mudança brusca de direção, freada e salto, como futebol, vôlei, basquete e lutas, muitas vezes sem contato com outro jogador. A do LCP costuma vir de um trauma direto na frente da perna com o joelho dobrado, como numa queda sobre o joelho ou num acidente de carro. Os colaterais se lesionam em entorses e impactos laterais. Quando dois ou mais ligamentos se rompem juntos, fala-se em lesão multiligamentar, em geral após traumas de maior energia.
Na lesão do LCA, o relato mais comum é um estalo no momento do trauma, dor imediata, inchaço nas primeiras horas e dificuldade de continuar a atividade. Passada a fase aguda, muitas pessoas voltam a caminhar bem, mas sentem o joelho “falhar” ao girar o corpo ou mudar de direção.
Um trauma de alta energia com o joelho deformado, formigamento ou pé frio e pálido pode indicar luxação do joelho com lesão de vasos ou nervos. É uma urgência: procure um pronto-socorro imediatamente.
Na avaliação, eu reconstruo o momento da lesão e faço testes de estabilidade para cada ligamento, como o teste de Lachman e o da gaveta.
Na fase aguda, a dor e o inchaço podem mascarar a instabilidade, por isso às vezes repito o exame depois que o joelho desincha.
A radiografia afasta fraturas. A ressonância magnética confirma quais ligamentos foram lesados e mostra lesões associadas de menisco e cartilagem, que influenciam o tratamento.
Na fase inicial, o foco é controlar a dor e o inchaço e recuperar o movimento, com gelo, elevação da perna, muletas quando necessário e fisioterapia precoce.
A reconstrução do LCA costuma ser indicada para quem pretende voltar a esportes com giro e contato, para quem tem falseios repetidos no dia a dia ou quando há uma lesão de menisco associada que pode ser reparada.
Falseios repetidos podem lesar o menisco e a cartilagem, e isso pesa na decisão.
A reconstrução é feita por artroscopia: o ligamento rompido é substituído por um enxerto, em geral de um tendão do próprio paciente (dos flexores da coxa, o patelar ou o do quadríceps). A escolha do enxerto é individual. Costumo indicar a cirurgia depois que o joelho desincha e recupera o movimento, o que reduz o risco de rigidez.
Nas lesões do LCP com instabilidade importante, nas lesões completas do colateral lateral e do canto posterolateral e nas lesões multiligamentares, a cirurgia é indicada com mais frequência, com planejamento específico para cada joelho. A decisão é sempre tomada em conjunto com você, considerando idade, nível de atividade, lesões associadas e expectativas.
Após a reconstrução do LCA, a fisioterapia começa nos primeiros dias. As primeiras semanas priorizam o controle do inchaço, a extensão completa e a ativação do quadríceps, com muletas no início. A corrida costuma voltar depois de alguns meses, e o retorno a esportes com giro e contato costuma ocorrer a partir de seis a nove meses, quando testes de força e de função mostram que o joelho está pronto, e não apenas pelo tempo decorrido.
Nas lesões dos colaterais tratadas sem cirurgia, o retorno costuma levar semanas, conforme o grau da lesão. As lesões multiligamentares exigem uma reabilitação mais longa.
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Não. Em pessoas com baixa demanda funcional ou instabilidade discreta, a fisioterapia pode ser suficiente. Em quem pretende voltar a esportes com giro, ou tem instabilidade importante, a reconstrução costuma ser a opção mais indicada. A decisão considera idade, nível de atividade e expectativas.
Em geral, a ruptura completa do LCA não cicatriza a ponto de recuperar a função original. Isso não obriga à cirurgia: muitas pessoas mantêm boa função com fisioterapia, principalmente quando não praticam esportes com giro. Já as lesões do colateral medial costumam cicatrizar com tratamento conservador.
Proteja o joelho, use gelo, mantenha a perna elevada e não volte ao esporte antes de ser avaliado. Estalo seguido de inchaço rápido é um sinal típico de lesão ligamentar e justifica uma avaliação ortopédica nos próximos dias.
Sim. Voltar antes de recuperar força, controle do movimento e confiança no joelho aumenta o risco de uma nova lesão. Por isso a liberação segue testes funcionais, e não apenas o calendário.
Ligamentos cruzados LCA e LCP
Cruzam-se dentro da articulação e controlam o deslizamento entre fêmur e tíbia.
Ligamentos colaterais LCM e LCL
Ficam nas laterais do joelho e seguram a articulação contra forças que tentam abri-la para dentro ou para fora.
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Agende uma avaliação com o Dr. Fernando Hehn, ortopedista especialista em joelho em Balneário Camboriú e Itapema, e entenda o melhor caminho de tratamento para o seu caso.