Balneário Camboriú
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Tratamento da luxação e subluxação da patela, condição que causa episódios recorrentes de instabilidade no joelho. Depois de um primeiro episódio, o tratamento costuma começar pela fisioterapia; a cirurgia é considerada quando a patela volta a sair do lugar ou quando há lesão associada.
A patela, conhecida popularmente como rótula, é o osso na frente do joelho.
Cada vez que o joelho dobra e estica, ela desliza dentro de um sulco do fêmur chamado tróclea. Ligamentos, músculos e o próprio formato desse sulco a mantêm no trilho.
Na instabilidade patelofemoral, a patela sai desse trilho:
O primeiro episódio costuma acontecer em adolescentes e adultos jovens, num giro do corpo com o pé apoiado, no esporte, na dança ou até em movimentos do dia a dia. Na luxação, o ligamento patelofemoral medial (LPFM), principal contenção da patela do lado de dentro, geralmente se rompe.
Alguns fatores anatômicos aumentam a chance de a patela sair do lugar e de o problema se repetir:
Durante uma luxação, a dor é intensa, o joelho pode ficar visivelmente deformado e costuma inchar rapidamente. Depois do episódio, é comum:
Na avaliação, eu examino a mobilidade da patela, o alinhamento da perna e a força da coxa e do quadril, e faço testes que reproduzem a sensação de instabilidade.
Também pergunto quantos episódios já aconteceram e em quais situações.
A radiografia, com incidências específicas para a patela, mostra fraturas e a posição dela. A ressonância magnética avalia o ligamento patelofemoral medial, a cartilagem e a presença de fragmentos soltos, além de mostrar o formato da tróclea e a altura da patela. Em alguns casos, a tomografia complementa as medidas do alinhamento.
Depois de um primeiro episódio, sem fragmento solto e sem fatores anatômicos importantes, o tratamento costuma começar sem cirurgia:
A cirurgia é considerada quando a patela volta a sair do lugar apesar da reabilitação, quando há um fragmento de cartilagem ou osso solto, ou quando fatores anatômicos importantes tornam um novo episódio provável.
As técnicas são escolhidas conforme a causa:
Muitas vezes, mais de uma técnica é combinada. Em adolescentes ainda em crescimento, o planejamento é adaptado para proteger as áreas de crescimento dos ossos. A decisão é sempre tomada em conjunto com o paciente e, no caso de menores, com a família.
Após o tratamento conservador, o retorno ao esporte costuma levar de semanas a alguns meses, conforme a força e o controle do movimento.
Após a reconstrução do ligamento patelofemoral medial, a fisioterapia começa cedo, com ganho progressivo de movimento e força, e o retorno ao esporte costuma levar alguns meses. Quando há osteotomia associada, é preciso esperar a consolidação do osso, e a recuperação tende a ser mais longa. Em todos os casos, a liberação segue critérios funcionais, e não apenas o tempo decorrido.
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Sim. Mesmo quando a patela volta sozinha, a luxação pode lesar a cartilagem e soltar fragmentos que só aparecem nos exames. A avaliação também identifica fatores que aumentam a chance de um novo episódio.
Não necessariamente. A chance de um novo episódio varia bastante e depende principalmente da idade e de fatores anatômicos, como o formato da tróclea e a altura da patela. É esse conjunto que orienta a escolha entre tratamento conservador e cirurgia.
Não. Na instabilidade, a patela sai do lugar. Na condropatia patelar, a queixa principal é dor na frente do joelho, sem luxação. As duas podem coexistir, e o tratamento é diferente.
A joelheira pode dar mais segurança em algumas atividades, mas não corrige a causa. O tratamento se apoia na fisioterapia e, quando necessário, na cirurgia.
Patela Articulação patelofemoral
Desliza dentro do sulco troclear do fêmur a cada flexão.
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Agende uma avaliação com o Dr. Fernando Hehn, ortopedista especialista em joelho em Balneário Camboriú e Itapema, e entenda o melhor caminho de tratamento para o seu caso.