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Dr. Fernando Hehn, ortopedia e traumatologia, cirurgia do joelho , ir para a página inicial Agendar
Modelo 3D do joelho direito levemente dobrado, com a patela em destaque sobre o sulco do fêmur

Instabilidade patelofemoral e luxação da patela

Tratamento da luxação e subluxação da patela, condição que causa episódios recorrentes de instabilidade no joelho. Depois de um primeiro episódio, o tratamento costuma começar pela fisioterapia; a cirurgia é considerada quando a patela volta a sair do lugar ou quando há lesão associada.

O que é

A patela, conhecida popularmente como rótula, é o osso na frente do joelho.

Cada vez que o joelho dobra e estica, ela desliza dentro de um sulco do fêmur chamado tróclea. Ligamentos, músculos e o próprio formato desse sulco a mantêm no trilho.

Na instabilidade patelofemoral, a patela sai desse trilho:

  • Luxação: a patela sai completamente do lugar, quase sempre para o lado de fora do joelho. Muitas vezes volta sozinha quando a perna é esticada.
  • Subluxação: a patela sai parcialmente e retorna, com a sensação de que o joelho “escapou”.

O primeiro episódio costuma acontecer em adolescentes e adultos jovens, num giro do corpo com o pé apoiado, no esporte, na dança ou até em movimentos do dia a dia. Na luxação, o ligamento patelofemoral medial (LPFM), principal contenção da patela do lado de dentro, geralmente se rompe.

Alguns fatores anatômicos aumentam a chance de a patela sair do lugar e de o problema se repetir:

  • Tróclea rasa (displasia da tróclea);
  • Patela alta, posicionada acima do habitual;
  • Alterações do alinhamento da perna, como o joelho em valgo (“para dentro”);
  • Frouxidão dos ligamentos.

Sinais e sintomas

Durante uma luxação, a dor é intensa, o joelho pode ficar visivelmente deformado e costuma inchar rapidamente. Depois do episódio, é comum:

  • Sensação de insegurança, com medo de que a patela saia de novo;
  • Dor na frente ou do lado de dentro do joelho;
  • Novos episódios de falseio em giros, agachamentos ou mudanças de direção;
  • Inchaço e, às vezes, estalos ou travamento, quando um fragmento de cartilagem se soltou.
Dr. Fernando Hehn examina as imagens de uma ressonância magnética do joelho, sentado à mesa do consultório

Como é feito o diagnóstico

Na avaliação, eu examino a mobilidade da patela, o alinhamento da perna e a força da coxa e do quadril, e faço testes que reproduzem a sensação de instabilidade.

Também pergunto quantos episódios já aconteceram e em quais situações.

A radiografia, com incidências específicas para a patela, mostra fraturas e a posição dela. A ressonância magnética avalia o ligamento patelofemoral medial, a cartilagem e a presença de fragmentos soltos, além de mostrar o formato da tróclea e a altura da patela. Em alguns casos, a tomografia complementa as medidas do alinhamento.

Tratamento

  1. Tratamento conservador

    Depois de um primeiro episódio, sem fragmento solto e sem fatores anatômicos importantes, o tratamento costuma começar sem cirurgia:

    • Controle da dor e do inchaço e, quando indicado, proteção temporária com órtese;
    • Fisioterapia, com fortalecimento do quadríceps, do quadril e do tronco, e treino de controle do movimento;
    • Retorno gradual ao esporte, conforme a força e a confiança no joelho.
  2. Quando a cirurgia é indicada

    A cirurgia é considerada quando a patela volta a sair do lugar apesar da reabilitação, quando há um fragmento de cartilagem ou osso solto, ou quando fatores anatômicos importantes tornam um novo episódio provável.

    As técnicas são escolhidas conforme a causa:

    • Reconstrução do ligamento patelofemoral medial: um enxerto, em geral de tendão do próprio paciente, recria a contenção da patela do lado de dentro.
    • Osteotomia da tuberosidade anterior da tíbia (TAT): reposiciona o ponto onde o tendão patelar se prende, para corrigir o alinhamento ou a altura da patela.
    • Trocleoplastia: aprofunda o sulco do fêmur; é reservada a displasias acentuadas.
    • Artroscopia: para retirar ou fixar fragmentos soltos.

    Muitas vezes, mais de uma técnica é combinada. Em adolescentes ainda em crescimento, o planejamento é adaptado para proteger as áreas de crescimento dos ossos. A decisão é sempre tomada em conjunto com o paciente e, no caso de menores, com a família.

Recuperação e retorno às atividades

Perguntas frequentes

Se a sua pergunta não estiver aqui, veja as dúvidas sobre cirurgia de joelho ou escreva pelo WhatsApp da unidade mais próxima.

Sim. Mesmo quando a patela volta sozinha, a luxação pode lesar a cartilagem e soltar fragmentos que só aparecem nos exames. A avaliação também identifica fatores que aumentam a chance de um novo episódio.

Não necessariamente. A chance de um novo episódio varia bastante e depende principalmente da idade e de fatores anatômicos, como o formato da tróclea e a altura da patela. É esse conjunto que orienta a escolha entre tratamento conservador e cirurgia.

Não. Na instabilidade, a patela sai do lugar. Na condropatia patelar, a queixa principal é dor na frente do joelho, sem luxação. As duas podem coexistir, e o tratamento é diferente.

A joelheira pode dar mais segurança em algumas atividades, mas não corrige a causa. O tratamento se apoia na fisioterapia e, quando necessário, na cirurgia.

Onde fica no joelho

Patela Articulação patelofemoral

Desliza dentro do sulco troclear do fêmur a cada flexão.

Modelo 3D do joelho direito levemente dobrado, com a patela em destaque sobre o sulco do fêmur
Patela em destaque. Arraste para girar.

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Médico ortopedista  ·  CRM 26724  ·  RQE 26062 Cirurgia do joelho