Balneário Camboriú
Clínica San Carlo
R. 3050, 118, CentroBalneário Camboriú, SC
- Telefone
- (47) 98837-4305
Diagnóstico e tratamento de lesões do menisco, com prioridade para técnicas de preservação da estrutura sempre que o caso permitir. Muitas lesões melhoram com fisioterapia e ajuste de carga; quando a cirurgia é necessária, a primeira opção que avalio é a sutura do menisco.
O menisco é uma estrutura de fibrocartilagem em forma de “C” que fica entre o fêmur e a tíbia.
Cada joelho tem dois: o menisco medial, do lado de dentro, e o lateral, do lado de fora. Eles acomodam o fêmur sobre a tíbia, distribuem a carga do corpo, absorvem parte do impacto e ajudam na estabilidade da articulação.
A lesão de menisco é uma ruptura nesse tecido. Ela aparece de duas formas principais:
Essa distinção importa, porque muda o tratamento.
O travamento merece atenção especial. Quando um fragmento do menisco se desloca e fica preso entre os ossos, como na chamada lesão em alça de balde, o joelho pode ficar impedido de estender. Nesse caso, a avaliação deve ser rápida.
Na avaliação, eu começo pela história: como a dor começou, se houve torção, se o joelho trava ou incha.
Em seguida, faço o exame físico com testes específicos para o menisco e para os ligamentos, porque as lesões associadas são frequentes.
A ressonância magnética é o exame que costuma confirmar a lesão e mostrar o tipo e a localização da ruptura. Em pacientes mais velhos, a radiografia feita em pé, com o peso do corpo, também é importante para avaliar o alinhamento da perna e o grau de desgaste da cartilagem.
Um ponto importante: a ressonância mostra com frequência alterações degenerativas no menisco de pessoas sem nenhum sintoma. Por isso, o exame só tem valor quando interpretado junto com os sintomas e o exame físico.
Grande parte das lesões degenerativas e parte das lesões traumáticas estáveis, sem travamento, pode ser conduzida sem cirurgia.
O caminho inclui:
Nas lesões degenerativas, a fisioterapia bem conduzida costuma ser o primeiro caminho, e a artroscopia não é indicada de rotina.
A cirurgia é indicada quando o tratamento conservador não resolve a dor, quando o joelho trava por causa de um fragmento deslocado, ou em lesões traumáticas de pessoas jovens com boa chance de cicatrização após o reparo.
O procedimento é feito por artroscopia, com pequenas incisões e o auxílio de uma câmera.
Existem duas possibilidades principais:
Priorizo a sutura sempre que o tipo de lesão, a localização e a qualidade do tecido permitirem. O motivo é mecânico: retirar parte do menisco aumenta a carga sobre a cartilagem e pode acelerar o desgaste do joelho ao longo dos anos. A escolha da técnica é feita caso a caso e, às vezes, só se confirma durante a própria artroscopia. Explico essa possibilidade antes da cirurgia, para que a decisão seja tomada em conjunto.
A recuperação depende do tratamento escolhido:
Tratamento conservador: a melhora costuma aparecer ao longo de semanas, com retorno gradual ao esporte conforme a dor e a força permitem.
Meniscectomia parcial: em geral, a pessoa caminha com apoio logo nos primeiros dias e retoma as atividades do dia a dia em poucas semanas. O retorno ao esporte é progressivo.
Sutura do menisco: a recuperação é mais lenta. Há um período de proteção, com limites de carga e de flexão definidos conforme o tipo de reparo, e o retorno ao esporte costuma levar alguns meses.
Em todos os casos, a fisioterapia faz parte do tratamento, e a volta ao esporte segue critérios de força e de função, não apenas o tempo decorrido.
Se a sua pergunta não estiver aqui, veja as dúvidas sobre cirurgia de joelho ou escreva pelo WhatsApp da unidade mais próxima.
Não. Muitas lesões, principalmente as degenerativas, melhoram com fisioterapia e ajuste de carga. A cirurgia entra quando há travamento, quando a dor persiste apesar de um tratamento conservador bem conduzido ou quando a lesão tem boa chance de ser reparada.
Depende da região. Lesões pequenas e estáveis na parte externa, que recebe mais sangue, podem cicatrizar. As da parte central, pouco irrigada, em geral não cicatrizam, mas muitas deixam de causar sintomas com o tratamento conservador.
Merece avaliação rápida. O travamento pode indicar um fragmento de menisco preso dentro da articulação. Um fragmento que fica deslocado por muito tempo pode se deformar e se tornar mais difícil de reparar, por isso a cirurgia, nesses casos, costuma ser indicada mais cedo.
Pode favorecer o desgaste ao longo dos anos, principalmente quando a porção retirada é grande, porque a carga sobre a cartilagem aumenta. Por isso a preservação é prioridade. Isso não significa que toda meniscectomia leve à artrose: o resultado depende do tamanho da retirada, do alinhamento da perna e de outros fatores.
Meniscos Medial e lateral
Duas cunhas de fibrocartilagem em forma de C que acomodam o fêmur sobre a tíbia e distribuem a carga.
Clínica San Carlo
R. 3050, 118, Centro
Clínica Reave
R. 230, Meia Praia
Agende uma avaliação com o Dr. Fernando Hehn, ortopedista especialista em joelho em Balneário Camboriú e Itapema, e entenda o melhor caminho de tratamento para o seu caso.