Balneário Camboriú
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Avaliação do alinhamento das pernas e indicação de correção quando a deformidade compromete a função. A indicação é funcional, não estética: muitos desvios não precisam de tratamento, e a correção cirúrgica é considerada quando o desalinhamento causa dor ou sobrecarrega o joelho.
Olhando uma pessoa de frente, em pé, o eixo da perna passa normalmente perto do centro do joelho.
Pequenas variações são comuns e fazem parte do jeito de cada corpo. Quando o desvio é maior, fala-se em deformidade:
Em crianças pequenas, algum grau de varo e, depois, de valgo faz parte do desenvolvimento normal e costuma se corrigir com o crescimento. Deformidades que persistem, pioram, aparecem só de um lado ou vêm acompanhadas de dor merecem avaliação.
Em adultos, o desvio pode ser constitucional (a pessoa sempre teve aquele alinhamento) ou resultar de fraturas antigas, alterações do crescimento, algumas doenças ósseas ou do próprio desgaste da artrose, que tende a acentuar a deformidade com o tempo.
Por que isso importa: um desvio importante concentra carga em um dos lados da articulação e pode acelerar o desgaste da cartilagem e do menisco daquele lado. O genu valgo também pode favorecer a instabilidade da patela.
Muitas pessoas com varo ou valgo não têm sintomas. Quando aparecem, os mais comuns são:
Na avaliação, eu examino o alinhamento com a pessoa em pé e caminhando, meço a mobilidade do joelho e procuro sinais de sobrecarga no lado afetado.
Também investigo a história: desde quando o desvio existe, se piorou, se houve fraturas ou lesões anteriores.
O exame-chave é a radiografia panorâmica dos membros inferiores, feita em pé, que mostra o eixo completo do quadril ao tornozelo e permite medir o desvio com precisão. Radiografias do joelho avaliam o desgaste, e a ressonância magnética é pedida quando é preciso examinar a cartilagem e os meniscos do lado sobrecarregado.
Quando o desvio não causa sintomas nem desgaste, em geral basta acompanhar.
Quando há dor, o tratamento começa por:
A correção cirúrgica é considerada quando o desvio causa dor persistente ou sobrecarga progressiva do joelho, principalmente em pessoas ativas cujo desgaste ainda está concentrado em um lado.
A indicação é funcional, e não estética.
O planejamento é feito com medidas precisas da radiografia e discutido com você antes da decisão.
Após a osteotomia, o osso precisa de tempo para consolidar.
Em geral, há um período de apoio protegido com muletas nas primeiras semanas, com fisioterapia desde o início para manter o movimento e a força.
O retorno às atividades do dia a dia acontece ao longo de semanas a alguns meses, e o retorno ao esporte, depois que os exames confirmam a consolidação.
O tempo varia com a técnica e com o tamanho da correção.
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Não. Muitos desvios são leves, não causam sintomas e só precisam de acompanhamento. A correção é considerada quando o desalinhamento causa dor ou sobrecarrega uma parte do joelho.
Não. Palmilhas e joelheiras podem aliviar sintomas em alguns casos, mas não mudam o eixo do osso. A correção do alinhamento, quando necessária, é cirúrgica.
O varo concentra carga no lado de dentro do joelho e pode acelerar o desgaste daquela região. Isso não significa que toda pessoa com varo terá artrose: peso, atividade física, lesões anteriores e outros fatores também contam.
A osteotomia preserva a articulação e redistribui a carga, e é mais indicada para pessoas ativas com desgaste concentrado em um lado. A prótese substitui as superfícies desgastadas e é indicada nos casos de artrose avançada.
Fêmur, tíbia e fíbula Alinhamento e estrutura
A relação entre esses ossos define o eixo do membro.
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Agende uma avaliação com o Dr. Fernando Hehn, ortopedista especialista em joelho em Balneário Camboriú e Itapema, e entenda o melhor caminho de tratamento para o seu caso.